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a maior prisão é uma mente fechada

E quantas vezes não nos deparamos com o fechamento das nossas? Quantas vezes não estamos felizes com nossas próprias vidas e não conseguimos alargar a grade para ousar sair dali e enxergar a situação com um mínimo de distanciamento? Quantas vezes sequer nos damos conta desse aprisionamento?


Esse aprisionamento pode ter vários nomes: alienação, quando não me ocupo de pensar sobre minhas escolhas; medo, quando temo ousar fazer qualquer coisa diferente; insegurança, quando não acredito em minha capacidade de fazer outra coisa ou pensar de outra maneira...


Seja como for, quando nos apercebemos emparedados, limitados por nossas próprias crenças, temos a possibilidade de, a partir dessa tomada de consciência, refletir e, pouco a pouco, assentar os degraus que poderão nos tirar dali. Como sempre, trata-se de uma escolha e de uma construção. Não há passe de mágica. A magia acontece com aquilo que podemos fazer com o que já sabemos de nós. E esse fazer passa, necessariamente, pela reflexão.


Tomemos a insatisfação profissional como exemplo. Um exemplo muiiiito comum e presente em meu trabalho de, adivinhem, reorientação profissional!


Quantas vezes por conta de uma tradição familiar, por um bom salário ou por não saber o que mais poderia fazer além daquilo que consome seus dias num marasmo de falta de sentido, as pessoas se deixam levar, aprisionadas na impossibilidade de se pensar para além daqueles muros? Quantas vezes a naturalização dos fatos como ah... na minha família sempre foi assim, ou em razão das algemas de ouro, as pessoas não se dão conta do alto custo dessa situação dourada, familiar?...


Pois bem, a partir do momento em que essas pessoas acordam e pedem ajuda, passados os momentos iniciais ainda em tons desbotados, logo algo se acende e o olhar começa a ficar iluminado. É quando passam a avistar novas possibilidades. Movimentos de reflexão questionam não apenas as decisões tomadas, mas em razão de quê! E, à medida em que as respostas vão sendo produzidas, os tais degraus começam a ser construídos e o caminho da saída se anuncia.


É sempre bom lembrar: a chave está em nossas mãos.

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