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  • Chris Vilhena

A Vida só é Possível Reinventada...

Desde o nosso nível mais material, celular mesmo, nos renovamos todos os dias.


Nossa primeira infância nos obriga a renunciar ao bebê que um dia fomos. Nossa segunda, a criancinha que tivemos a oportunidade de ser. Tempo passa e vem a adolescência com todo seu furor, deixando para trás a inocência dos primeiros anos. Pura explosão, desalinho, potência e mais um grande desequilíbrio que pede uma nova configuração. A juventude, em seus primeiros ensaios, vem em nosso socorro tentando alinhar a energia em busca daquilo que poderá ser um primeiro esboço de vida adulta. Ai esta chega e cobra o projeto, quer o tenhamos prontos ou não. Muitas fases são vividas nesse momento em que, em condições normais de temperatura e pressão, estamos por nossa própria conta e risco. Tantos desafios e surpresas. Urgente é a necessidade de nos pensar e conectar a partir delas. É aí que acontece a magia.


A magia é de poder, em conexão com o que se passa conosco e em nosso entorno, ter a mais sensível percepção do que está em curso. Quanto mais profundo, sensível e assertiva ela for, tanto maior será a condição de compreender se aquele caminho escolhido ainda faz sentido para a gente ou se já cumpriu a sua missão. Se fizer, é sempre bom poder entender o que mais pode ser feito na intenção de qualificarmos aquela experiência. Sempre temos espaço para evoluir. Mas, se aquele movimento de vida em vida já tiver cumprido seu papel, pode ser a hora da alquimia, da magia. Pode ser a hora da reinvenção.


Hora de recolhermos o que havia de nosso na experiência; hora de reavaliar o que pôde ser conquistado a partir dela, mas também o que perdemos... hora de nomear que aspecto de nós mesmos mais se desenvolveu ali, mas também aquele que ficou mais desassistido. É hora de colocar tudo no caldeirão e mexer. Nem sempre a identificação da finalização de um ciclo nos traz, com rapidez, o entendimento do próximo a ser vivido.


É hora da tolerância, tempo de mexer e mexer nosso caldeirão, até firmar o ponto. O movimento não deve ser tão rápido que pareça impaciência e nem tão lento que pareça preguiça ou pouca fé. E quando o ponto chegar, simplesmente saberemos porque algo que escapa à nossa consciência e controle se anunciará e estaremos reinventados. Não porque mudamos o corte de cabelo, de emprego ou parceiro, mas porque algo importante mudou dentro de nós e será com essa nova atitude que, juntamente com outras, caminharemos para nossa velhice que, na melhor das hipóteses, terá em seu acervo belas e potentes reinvenções – todos os eus que pudermos ter sido no caminho da minha própria evolução.


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