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  • Chris Vilhena

Vamos começar colocando um ponto final?

Já ouvi de um músico, compositor e arranjador muito experiente a ideia de que é muito difícil terminar o arranjo de uma música... “na verdade não a terminamos, a abandonamos”.


Vindo de quem vinha, sabia que se tratava da tentação de sempre tentar melhorar algo, já que sempre havia algo para ser aprimorado.


Concordo. Sempre há.


Como projeto inacabado que somos, como nossas produções seriam “acabadas”, perfeitas? Vamos com elas até onde entendemos que é possível ir, até onde faz sentido ir, até onde conseguimos ir.


E depois? Depois, é preciso deixar ir.


É aí que um novo começo se torna possível. A partir do momento em que um ponto final, um basta é estabelecido.


Os limites são necessários. São eles que circunscrevem os espaços a partir dos quais nos situamos. Tudo é muito. Sem os limites nos perdemos, angustiados, sem saber de nossas referências, porquês e possibilidades.


Que nós não nos iludamos. Novas histórias trarão antigos enredos. Traços que repetimos. Mas podemos nos dar ao direito de buscar novas versões...


A cada uma, um ajuste que nos vai sendo possível a partir do que aprendemos sobre nós em nossas experiências. Por isso é preciso seguir em frente. Com atenção vamos sendo capazes de pontuar, adequadamente, as histórias que vamos escrevendo.


Vírgulas, travessões, reticências, interrogações, exclamações e pontos finais.

Não tenhamos medo.


Enquanto houver vida, novas histórias sempre estarão à espera de nosso aceite para serem vividas.


O que a vida quer de nós é coragem. Pontos finais não são para os fracos.


Inspiração: Canção de Paulinho Moska – Tudo novo de novo.


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