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  • Chris Vilhena

Olhos nos Olhos

E com a sabedoria e muitas vidas vividas e de dores transmutadas em compaixão, resiliência, amor, humildade e fé, ele me olhou nos olhos e disse:


- Fia, não tenha medo. Olhe no espelho que tem em sua casa. Olhe bem ali dentro dos seus olhos e diga: você pode, eu acredito em você.


E continuou...


- Sabe fia às vezes é preciso olhar pra gente mesmo pelo lado de fora e com a parte boa que temos, tratar de curar aquela que sofre.


Cheguei em casa confiante. Fazia muito sentido me encarar de frente e, de maneira firme, estabelecer um limite, um ponto final para algo que entristecia meu coração.

Eu sabia que estava diante de um desses momentos decisivos na vida, diante dos quais não podemos recuar sob o perigo de não podermos mais acreditar em nossa própria palavra.


Com a coragem que ainda acreditava ter, me preparei para aquela conversa.


Pareceu magia. O que antes me assustava e fez da minha primeira visada, um olhar duro e julgador, rapidamente foi amolecendo em amor e cuidado.


De frente para mim compreendi as razões daquilo que insistia em manter um comportamento que tanto me machucava. Me acolhi nesse entendimento e pude me propor, ali mesmo, saídas mais doces e leves.


Por alguns instantes pude experimentar um cadinho daquela tranquilidade que costuma advir da sabedoria.


Tomada pelo sentimento de gratidão, me despedi, integrando em mim aquela cujas feridas foram limpas.


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