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  • Chris Vilhena

CICLOS

A vida é repleta deles. Uns são tão longos, que quase duram uma vida inteira; outros mais curtos nos surpreendem com seus fins, enquanto que aqueles, de apenas de um dia, podem nos causar espanto. Não importa. O fato é que, deixando de lado a Divina e Infinita Exceção, tudo tem um início, um meio e um fim. Mas a questão é que nem sempre sabemos lidar com isso, não é verdade?


Seja por estarmos apegados à ideia do fim, seja por estarmos apegados à ideia do início. Em comum existe o erro que tendemos a repetir com muita insistência e que compromete nossa saúde mental: o apego.


Deixemos a natureza, que inicia outro de seu lindo espetáculo, nos orientar.


É chegada a primavera.


Estação das flores, estação que me trouxe ao mundo... Amo!

A explosão das texturas, formas e aromas que presenciamos e que tanto nos inspiram foi precedida por outras que lhe deram condição.

Como não considerar o calor que aqueceu tanto que fez chover; as folhas que caíram e se decompuseram adubando a terra; o ângulo de inclinação do planeta nos meses de frio que fez as noites mais longas e os dias mais curtos para alguns meses depois eclodir em cor?


Essa relação de cooperação e interdependência é maravilhosa. É naturalmente boa, porque é naturalmente justa. Em todos seus movimentos há sempre um motivo para que as coisas aconteçam da maneira que devem acontecer.


Não será assim, também, em nossas vidas?


Mesmo que não consigamos perceber, num primeiro momento, tudo o que somos hoje

é resultado do que fizemos, pensamos, comemos, sentimos e desejamos antes. É fruto de nossas escolhas e ações. Nossos ciclos anteriores nos prepararam para o atual e assim seguiremos.


Qual é, então, a importante lição que a natureza nos oferece?

A do desprendimento.

A flor nos dá seu perfume, a árvore sua sombra e frutos, o rio sua água, o sol seu calor...

É por não haver apego que a vida flui, como deve ser.


Se pudermos nos ocupar de cuidar de nossas escolhas e de realizar nossas ações da melhor maneira que conseguirmos, com presença e amor construiremos bases sólidas para novos futuros pautados no equilíbrio,

autoconfiança, bem estar, felicidade e sabedoria. E isso acontecerá não por estarmos apegados ao resultado de nossa empreitada, mas por estarmos atentos e cuidadosos fazendo o que deve ser feito.


Quem sabe não exista aí, nesse início de primavera, a oportunidade de um novo ciclo, no sentido de uma nova atitude mental mais focada, presente, leve e consciente e abnegada capaz de potencializar a qualidade de vida que desejamos para as nossas?


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