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  • Chris Vilhena

Criativos

Sempre me surpreendo. Muitos de meus clientes se percebem pouco criativos quando questionados a respeito dessa competência. Normalmente a associam às habilidades artísticas e, rapidamente quando não identificam em si qualquer dom artístico se desqualificam.


É nessa hora que os questiono sobre suas habilidades na resolução de problemas, em pensar fora da caixa, no quão flexível é sua capacidade de raciocinar e, como num passe de mágica, a pontuação muda drasticamente.


É comum haver esse pareamento: artes-criatividade. Certamente estão intimamente relacionadas, mas não coladas. A criatividade é competência fundamental na resolução de situações-problema. É fato que existem técnicas e melhores práticas à disposição para que não tenhamos que reinventar a roda diariamente. O progresso se dá, justamente, através da habilidade de resolver nossos problemas de maneira eficaz.


Mas quem disse que técnicas e melhores práticas dão conta de tudo ou que dominamos todos eles?! Fato que não. E é nessa hora que somos colocados à prova com relação a nossa criatividade. Quando devemos buscar novos ângulos na abordagem do problema, deixar fluir a rede associativa de ideias, exercitar o uso da lógica banhada na criatividade... é hora de ousar.


Talvez aí varie o estilo de cada um. E é isso que exploramos nos processos de orientação vocacional. Não porque os mais “lógicos” irão para exatas e os mais “criativos” para humanas, mas porque o jovem, em fase de decisão, deve refletir sobre o tipo de problema do qual quer se ocupar em sua atividade profissional.


São questões mais relacionadas aos problemas humanos, focados na análise de questões mais abstratas como história, linguagem e sociedade ou relacionados às máquinas, cálculos, inovações e tecnologias?

A criatividade é uma competência cognitiva à disposição de todos e que ainda pode ser desenvolvida. À serviço de que? Eis a questão!

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